Registros da experiência
Imagens das edições da Quarta PGL, com ambientação, alimentos, etiquetas e participação da equipe.
Criando conexões através de pequenas experiências. Como transformar um café da tarde em um ritual de cultura organizacional.
Quando cheguei à empresa, já existia o hábito de oferecer um café da tarde às quartas-feiras. Era um benefício apreciado pela equipe, mas aquele momento terminava quase sempre da mesma forma: as pessoas pegavam o lanche e voltavam para suas mesas.
A ideia era usar um ritual que já existia para estimular conversas, reforçar valores da empresa e criar conexões entre pessoas que muitas vezes trabalhavam juntas sem realmente se conhecer.
Em vez de tratar o café da tarde apenas como alimentação, passei a encará-lo como uma experiência.
Cada edição possuía um tema próprio. O ponto de partida era o alimento escolhido para aquela semana. A partir dele eu desenvolvia uma mensagem relacionada ao dia a dia da empresa, à cultura organizacional ou ao universo do comércio exterior.
Uma bomba de chocolate virou uma conversa sobre estresse e a importância de desacelerar. O mini hambúrguer se transformou em uma reflexão sobre os bastidores invisíveis que sustentam uma entrega bem feita. A salada de frutas passou a representar os resultados construídos ao longo do mês, enquanto os sonhos de padaria serviram como ponto de partida para falar sobre objetivos, planejamento e execução.
Ao longo de oito edições, cada encontro recebeu uma identidade própria. O conceito aparecia primeiro nos teasers exibidos nas televisões da empresa, criando expectativa para o encontro. Depois, ganhava forma em um cartaz principal posicionado na bancada do café, onde a mensagem da semana era apresentada.
Os alimentos também faziam parte da narrativa. Pequenas etiquetas eram inseridas nos doces e lanches com frases relacionadas ao tema do dia, transformando elementos simples em pontos de interação e conversa.
Além da comunicação visual, cada edição contava com sugestões de decoração, atividades leves de engajamento e registros fotográficos para a comunicação interna e as redes sociais da empresa.
Meu objetivo era que a experiência fosse percebida como um todo. O alimento era apenas o ponto de partida. O que realmente importava era criar um momento capaz de gerar conexão entre as pessoas e abrir espaço para conversas que normalmente não aconteceriam durante a rotina operacional.
O projeto passou a ser esperado pelos colaboradores e se consolidou como um ritual interno.
Além da participação presencial, a iniciativa gerou forte engajamento digital. No relatório de maio, os três posts mais visualizados do Instagram da empresa eram conteúdos relacionados à Quarta PGL, alcançando aproximadamente 2.400 visualizações.
Mais importante do que os números foi perceber que as pessoas passaram a interagir mais e tirar fotos diferentes para participar do post.
Após minha saída da empresa, o projeto continuou sendo realizado, demonstrando que a ideia deixou de ser apenas uma ação pontual e passou a fazer parte da cultura interna.
Desde o início, a proposta foi pensada para crescer. Uma das possibilidades era conectar as experiências aos países que fazem parte da rotina do comércio exterior da empresa.
A ideia da "Rota China", por exemplo, uniria gastronomia, curiosidades culturais e comunicação interna para aproximar os colaboradores de um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
O formato também permitiria expandir a experiência para além da alimentação, incluindo momentos de alongamento, respiração, bem-estar e outras atividades voltadas à conexão entre equipes.
O objetivo nunca foi apenas servir um café da tarde, era criar um espaço recorrente para que as pessoas se encontrassem, conversassem e fortalecessem a cultura da empresa de forma natural.
Nem sempre é preciso criar algo novo. Às vezes, a melhor ideia é enxergar potencial no que já existe.
Quer entender como podemos transformar os rituais da sua marca? Vamos conversar.
Durante um período, toda quarta-feira tinha café da tarde na empresa. O objetivo era transformar aquele momento em uma experiência.
Ao longo de oito edições, cada encontro ganhou um tema, uma identidade visual e uma mensagem ligada à cultura organizacional e ao universo do comércio exterior.
O resultado foi um ritual que passou a ser esperado pela equipe e que continuou acontecendo mesmo após a minha saída.
O projeto mostrou que boas ideias nem sempre surgem da criação de algo novo. Às vezes, elas surgem ao olhar para algo que já existe e encontrar uma nova forma de dar significado. O case completo está disponível no meu site.
Imagens das edições da Quarta PGL, com ambientação, alimentos, etiquetas e participação da equipe.